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Esta tradução é fornecida como referência para sua conveniência. A versão em inglês é a versão oficial. Leia o original em inglês →

Aborto no Japão: lei, consentimento do cônjuge e acesso

O aborto no Japão (人工妊娠中絶, jinkō ninshin chūzetsu) é legal sob a Lei de Saúde Materna quando realizado por um médico designado com base em um de dois fundamentos estatutários, com o devido consentimento, normalmente antes de 22 semanas completas de gestação (em outubro de 2026; confirme os dados atualizados com o Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar).12 O aborto por motivos socioeconômicos não é coberto pelo seguro público de saúde, e uma paciente casada geralmente precisa do consentimento do cônjuge, observadas exceções legais estritas.13

Confirme os detalhes atuais com fontes oficiais

Procedimentos, taxas e requisitos podem mudar. Confirme os detalhes atuais no site do Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar (MHLW). Este artigo tem caráter informativo geral e não constitui aconselhamento médico; para o seu caso específico, consulte um médico designado sob a Lei de Saúde Materna (母体保護法指定医, botai hogo-hō shitei-i).

Visão geral​

As regras aplicam-se a qualquer pessoa no Japão que busque uma interrupção induzida da gravidez, de qualquer nacionalidade e sob qualquer status de residência. Os textos normativos são de âmbito nacional: o Código Penal, a Lei de Saúde Materna (母体保護法, Botai Hogo-hō) e notificações administrativas ministeriais, sem que nenhum deles contenha critérios de nacionalidade ou condição migratória.124

A estrutura legal é composta por duas camadas. O Código Penal ainda mantém o crime de aborto, e a Lei de Saúde Materna é o diploma que torna a interrupção lícita e regulamentada.5 Sob essa lei especial, o aborto induzido só é legítimo quando realizado por médico credenciado, amparado em um dos dois fundamentos do Artigo 14 e com a expressa concordância requerida.1

Três condicionantes balizam cada procedimento:

  • Prazo temporal. O parâmetro administrativo para o período em que a interrupção é viável é "通常妊娠満22週未満", normalmente antes de 22 semanas completas de gravidez (em outubro de 2026; confirme os parâmetros com o ministério).2
  • Consentimento. O consentimento da própria paciente é indispensável em todos os casos, sendo também exigido o consentimento do cônjuge, ressalvadas as hipóteses expressamente previstas em lei e em portarias interpretativas do MHLW.16
  • Custo. A interrupção da gravidez por motivos econômicos não tem cobertura do seguro público de saúde, arcando a paciente com a totalidade dos custos de forma particular.37

A ampla maioria dos procedimentos no Japão é realizada por vias cirúrgicas. Uma pesquisa nacional que analisou 36.007 abortos entre maio e outubro de 2023 em 2.096 instituições apontou que a aspiração isolada representou 62,5% dos casos, a curetagem isolada 13,8%, a associação de ambas 22,4% e o medicamento oral Mefeego Pack 1,2% (em maio de 2024).8

A proibição no Código Penal e a exceção da Lei de Saúde Materna​

O Capítulo XXIX do Código Penal, Artigos 212 a 216, tipifica o 堕胎罪 (dataizai, "crime de aborto").4 Os dispositivos punem criminalmente:

  • a gestante que provocar seu próprio aborto por medicamentos ou outros meios (Artigo 212);
  • quem provocar o aborto com o consentimento da mulher (Artigo 213);
  • quem provocar o aborto no exercício de sua atividade profissional médica (Artigo 214);
  • o aborto sem o consentimento da mulher e as formas qualificadas por lesão corporal ou morte (Artigos 215 e 216).

Essas normas penais permanecem em pleno vigor. Como assinala relatório do Instituto de Direito Comparado da Universidade Waseda, "embora o crime de aborto continue a existir no Código Penal, a Lei de Proteção Eugênica foi promulgada em 1948, abrindo caminho para o aborto legalizado."5

A 優生保護法 (Yūsei Hogo-hō, "Lei de Proteção Eugênica") vigorou com esse título entre 1948 e 1996. Em 1996, suas disposições eugênicas discriminatórias foram formalmente expurgadas, passando a lei a ser denominada Lei de Saúde Materna.5 A reforma deu-se pela Lei nº 105 de 1996, mantendo o diploma original seu número histórico: Lei nº 156 de 1948.12

O Artigo 14 da Lei de Saúde Materna é o dispositivo que confere poder ao médico designado para realizar o aborto induzido.1 A legislação define a interrupção induzida como a expulsão artificial do feto e seus anexos do corpo da mãe no período em que o feto ainda não é capaz de manter a vida de forma autônoma fora do útero.1

Fundamentos legais sob o Artigo 14​

De acordo com o Artigo 14(1), o médico designado pode praticar o aborto induzido, colhido o consentimento devido, na pessoa que se enquadre em uma de duas hipóteses:16

  1. A continuidade da gravidez ou o parto representar risco provável de prejudicar gravemente a saúde da mãe por razões físicas ou socioeconômicas (身体的又は経済的理由により母体の健康を著しく害するおそれのあるもの).
  2. A gravidez tiver decorrido de conjunção carnal praticada mediante violência ou grave ameaça, ou enquanto a pessoa estava incapacitada de resistir ou recusar (暴行若しくは脅迫によつて又は抵抗若しくは拒絶することができない間に姦淫されて妊娠したもの).

A portaria administrativa do MHLW interpreta o "motivo econômico" como a situação em que manter a gravidez ou realizar o parto causaria severo descompasso financeiro ao sustento doméstico, resultando em provável prejuízo acentuado à saúde da mãe (em outubro de 2026; confirme com o ministério).2 O texto acrescenta que a pessoa que receba assistência social estatal (生活保護, seikatsu hogo, mesmo que apenas na modalidade de assistência médica) ou que venha a necessitar dela em razão do parto enquadra-se "regularmente" nessa justificativa legal (em outubro de 2026).2

Em relação à segunda hipótese, a diretriz estabelece que "violência ou ameaça" não se restringe à violência física corpórea estrita (em outubro de 2026).2 O tipo aproxima-se dos crimes contra a dignidade sexual do Código Penal, dispensando-se a existência de condenação prévia do autor do crime; cita-se o exemplo de agressores isentos de pena por inimputabilidade mental. Os médicos são orientados a não banalizar o enquadramento em casos fora do escopo normativo.2

O limite temporal de 22 semanas​

A letra da lei não estipula um número rígido de semanas em seu corpo. O Artigo 2(2) conceitua o aborto induzido tomando como base "o período em que o feto não é capaz de sobreviver fora do corpo materno."1

O marco cronológico decorre da instrução normativa de aplicação do MHLW. Ela fixa o critério padronizado como 満22週未満 (man nijūni-shū miman), "normalmente antes de completadas 22 semanas de gravidez", o que corresponde juridicamente até 21 semanas e 6 dias (em outubro de 2026).2 A diretriz salienta que a idade gestacional deve ser aferida objetivamente com base no juízo técnico-médico do médico designado.2

Esse critério temporal vigora há décadas. Uma portaria do Ministério da Saúde e Bem-Estar de 20 de março de 1990 já havia reduzido o patamar para até 22 semanas.5

Médicos designados (shitei-i)​

Apenas o profissional médico credenciado pela associação médica provincial pode realizar o aborto autorizado pelo Artigo 14.1 A titulação denomina-se 母体保護法指定医師 (botai hogo-hō shitei ishi), abreviada habitualmente como 指定医 (shitei-i).12

Médicos que não detenham tal credenciamento estão proibidos de praticar a interrupção nos termos da lei, salvo em estado de necessidade emergencial (緊急避難, kinkyū hinan) quando houver perigo iminente à vida da gestante, como hemorragias uterinas agudas ou eclampsia (em outubro de 2026).2 Ao contatar uma clínica, pergunte expressamente se o médico é um botai hogo-hō shitei-i.

A designação não é perpétua. Portaria ministerial de 31 de agosto de 2026 orienta as instituições a confirmar a vigência da habilitação do médico antes de encomendar o Mefeego, demandando que as associações médicas provinciais controlem a regularidade desses prazos (em 31 de agosto de 2026).9

Os médicos designados são obrigados a reportar mensalmente as esterilizações e abortos realizados, com suas respectivas causas, ao governador da província até o dia 10 do mês subsequente.1

Regras de consentimento​

O consentimento da própria paciente​

O Artigo 14(1) exige sem exceção o consentimento expresso da própria interessada (本人, honnin).1 As clínicas colhem essa autorização em formulário próprio, denominado 同意書 (dōisho, "termo de consentimento"), frequentemente intitulado 手術同意書 (shujutsu dōisho, "consentimento para intervenção cirúrgica").10

Os termos variam entre os estabelecimentos de saúde. A Hakusan Ladies Clinic, em Bunkyō (Tóquio), exige a entrega do termo na recepção e não realiza a intervenção sem ele (em 24 de julho de 2026).10 Já a clínica misao-ladies.jp, em Gifu, declara que "em princípio" demanda a assinatura e aposição de carimbo (署名・捺印, shomei natsuin) da paciente e de seu cônjuge legal (consultado em outubro de 2026).11

Para o aborto medicamentoso, a bula do paciente do Mefeego Pack preconiza que a administração só ocorra após a paciente ter recebido esclarecimentos abrangentes sobre riscos, taxas de sucesso e consultas de retorno obrigatórias, manifestando sua anuência (em agosto de 2026).12

Consentimento do cônjuge para mulheres casadas​

O Artigo 14(1) prescreve a concordância "da pessoa e do cônjuge".1 A legislação não faz diferenciação por nacionalidade; portanto, cônjuge de nacionalidade estrangeira submete-se à mesmíssima disciplina.1

União estável de fato equipara-se a casamento

O Artigo 3(1) da Lei de Saúde Materna define expressamente que 配偶者 (haigūsha, "cônjuge") engloba também a pessoa que, mesmo sem registro civil formal de matrimônio, viva em relação análoga ao casamento, aplicando-se essa regra a toda a lei. Assim, companheiros em união estável de fato (事実婚, jijitsukon, ou 内縁, naien) são considerados cônjuges para efeitos de consentimento.1

As orientações das clínicas alinham-se a essa definição legal. A Hakusan Ladies Clinic indica que "não ser casada e não viver em união estável" constitui hipótese em que basta exclusivamente o consentimento da mulher (em 24 de julho de 2026).10 Como a apuração da existência da união de fato varia, verifique com antecedência como o estabelecimento pretendido conduz essa formalidade.

A ausência física do cônjuge por residir longe ou no exterior não o desobriga automaticamente. O MHLW esclarece que "incapaz de manifestar a vontade" compreende quem está impossibilitado faticamente de fazê-lo, mas não abrange casos em que, a exemplo de cônjuge trabalhando em local distante, o paradeiro é conhecido e é viável recolher sua manifestação por algum meio (em outubro de 2026).2 Logo, cônjuge contactável no exterior continua obrigado a anuir; como a clínica viabilizará essa assinatura deve ser acordado diretamente com o corpo administrativo.

Quando o consentimento do cônjuge é dispensado​

O Artigo 14(2) elenca três hipóteses em que o consentimento exclusivo da mulher é juridicamente suficiente: cônjuge desconhecido, impossibilitado de expressar sua vontade ou que tenha falecido após a concepção (妊娠後に配偶者がなくなつたとき).1 O órgão governamental esclarece que "desconhecido" compreende tanto o desaparecimento civilmente decretado sob o Código Civil quanto o paradeiro ignorado de fato (em outubro de 2026).2

Duas portarias interpretativas posteriores expedidas pelo MHLW, compiladas pela Agência de Crianças e Famílias, pacificaram situações dúbias da redação legal:6

DataNúmero da notificaçãoInterpretação oficial
28/08/2020子母発0828第2号O Artigo 14(1), item 2 (gravidez por violência sexual) não exige o consentimento do agressor.
10/03/2021子母発0310第1号Caso a mulher sofra violência doméstica do marido ou caso o casamento esteja de fato rompido/falido e seja difícil obter o consentimento, a anuência exclusiva da mulher é suficiente.

A circular de 2020 atendeu a consulta técnica da Associação Médica do Japão datada de 24 de agosto de 2020 (日医受第1700号), indagando se o item 2 dispensava a concordância do estuprador.13 Matérias da época revelavam hospitais cobrando a assinatura do agressor em casos de gravidez fruto de abuso sexual, exigência inexistente na lei; a retificação da portaria ministerial em 20 de outubro de 2020 foi a primeira em 24 anos.14 Juristas alertaram na época que a vitimização secundária continuaria a ocorrer sem uma vedação expressa inequívoca.14

O diagrama a seguir resume de quem se exige consentimento sob o Artigo 3(1), Artigo 14 e portarias ministeriais:126

Mulheres solteiras sem cônjuge nem união estável necessitam unicamente do seu próprio consentimento sob o Artigo 14.1 Informações clínicas convergem: a misao-ladies.jp esclarece que o termo de consentimento de namorado ou parceiro "não é legalmente exigível" na ausência de vínculo matrimonial civil (consultado em outubro de 2026).11 A Hakusan Ladies Clinic confirma a suficiência do consentimento unilateral para solteiras, casamentos rompidos por violência doméstica e gravidezes resultantes de crimes sexuais, frisando que "o consentimento do autor da agressão é desnecessário" (em 24 de julho de 2026).10

Se a violência doméstica fizer parte do cenário, consulte Apoio contra violência doméstica no Japão: abrigos, ordens de proteção e vistos, além das centrais de atendimento detalhadas mais adiante.

Menores de idade​

O texto do Artigo 14 estipula apenas dois sujeitos de consentimento: a própria mulher e seu cônjuge. A lei não prescreve a exigência legal de consentimento dos pais ou responsáveis legais.1

A prática ambulatorial, todavia, costuma ser cautelosa. A Hakusan Ladies Clinic salienta que a lei não contém dispositivo impondo o consentimento dos responsáveis para menores, mas observa que "para resguardar a integridade física e o pós-operatório, a conduta varia segundo o hospital", podendo a menor de idade passar primeiramente por consulta individual (em 24 de julho de 2026).10 Trata-se da postura daquela instituição em específico, e não de diretriz vinculante formal do MHLW.

Métodos​

O procedimento aplicável depende diretamente da idade gestacional. O gráfico abaixo delineia os estágios tomando por base a bula do Mefeego Pack, as faixas da pesquisa nacional, o marco de notificação de natimorto de 12 semanas (85 dias) e o teto estatutário de 22 semanas.212815

Aborto medicamentoso (Mefeego Pack)​

O メフィーゴパック (Mefīgo Pakku, "Mefeego Pack") combina um comprimido oral de mifepristona (200 mg) e comprimidos bucais de misoprostol (200 µg). O fármaco foi homologado oficialmente em 28 de abril de 2023.9

Sua indicação médica restringe-se à interrupção de gravidez intrauterina com idade gestacional confirmada de 63 dias (9 semanas e 0 dias) ou menos (em agosto de 2026; confirme com o ministério).12 A contagem deve ser atestada por ultrassonografia transvaginal, excluindo-se suspeitas de gravidez ectópica (em agosto de 2026).12

O teto de 63 dias é contado na data da primeira dose

Se o dia de ingestão da primeira dose (mifepristona) ultrapassar 63 dias, o medicamento não pode ser administrado, mesmo que a consulta inicial tenha ocorrido antes (em agosto de 2026).12 Demorar para agendar a consulta pode fechar essa janela de oportunidade.

O fármaco só pode ser prescrito e administrado por médicos designados e em instituições de saúde previamente cadastradas, com rastreabilidade direta do fabricante aos distribuidores autorizados (em agosto de 2026).1612 O guia do paciente de agosto de 2026 indica que o uso ocorre em estabelecimentos que contam com leitos para internação, o que abrange hospitais ou clínicas com internação (有床診療所, yūshō shinryōjo) (em agosto de 2026).12 Nem a bula nem as diretrizes ministeriais contemplam ainda a liberação para clínicas ambulatoriais puramente sem leitos (無床診療所, mushō shinryōjo).1612

Essa ampliação chegou a ser debatida, mas não foi implementada. Em setembro de 2024, o Conselho de Assuntos Farmacêuticos avaliou autorizar o uso em clínicas sem leito; perante a oposição veemente da Associação Médica do Japão e de entidades obstétricas, a proposta foi devolvida para reanálise, tendo o presidente da Associação de Obstetras e Ginecologistas do Japão (JAOG) declarado em abril de 2025 que a dispensação ambulatorial irrestrita levaria ainda de "1 a 2 anos" (em 28 de abril de 2025).17

A instrução ministerial mais recente, de 31 de agosto de 2026, reitera o uso de materiais de capacitação da JAOG, o emprego do sistema de controle de distribuição digital e parcerias formais de encaminhamento para emergências com formulários padronizados (em 31 de agosto de 2026).9 A exigência do porte da instalação não foi alterada.9

Como funciona a administração das duas doses​

A paciente ingere o comprimido de mifepristona nas dependências do hospital e retorna entre 36 e 48 horas depois (em agosto de 2026).12 Na segunda visita, o médico avalia a necessidade do misoprostol; em caso afirmativo, quatro comprimidos são mantidos na mucosa interna das bochechas por 30 minutos. Ambas as etapas exigem comparecimento presencial.12

Após o misoprostol, os critérios sobre o local de repouso decorrem de portaria do MHLW de 28 de abril de 2023, revisada em 29 de novembro de 2024 (em agosto de 2026):1612

  • Se a residência não for próxima, a paciente deve ficar internada ou permanecer no hospital até que o saco gestacional seja totalmente expelido.
  • O retorno para casa só é autorizado caso a paciente assim o deseje e sua residência fique dentro de um raio de 16 km do hospital e dentro da mesma área médica secundária ou perinatal.
  • Indo para casa, o retorno para confirmação clínica ocorre cerca de uma semana após o misoprostol, ou imediatamente caso sangramentos sugiram a expulsão.

Riscos e contraindicações​

O folheto informativo aponta riscos como hemorragia uterina severa, síncope por perda de sangue e infecções como endometrite, mencionando que mortes por sepse e choque tóxico foram registradas no exterior (em agosto de 2026).12

O medicamento é contraindicado para pessoas em uso de anticoagulantes ou antiagregantes plaquetários, portadoras de distúrbios de coagulação, porfiria, insuficiência hepática grave ou em uso de certos indutores de CYP3A, entre outros quadros (em agosto de 2026).12 Dispositivos intrauterinos (DIU/SIU) devem ser removidos previamente, ministrando-se profilaxia adequada para pacientes com fator Rh(D) negativo.12

Disponibilidade prática​

O acesso ainda é restrito. Na pesquisa nacional de maio a outubro de 2023, apenas 2,6% das instituições respondentes utilizavam o Mefeego, totalizando 435 procedimentos — correspondendo a 1,2% de todos os abortos e a 1,5% dos casos até 9 semanas e 0 dias; nenhuma complicação grave foi registrada nessa amostra (em maio de 2024).8

Dados da imprensa jurídica em 2025 apontaram 12 ocorrências graves entre cerca de 6.800 kits distribuídos de 2023 até março de 2025 (em 28 de abril de 2025).17

Aborto cirúrgico inicial (antes de 12 semanas)​

O procedimento cirúrgico no primeiro trimestre utiliza a 掻爬法 (sōha-hō, "curetagem"), a 吸引法 (kyūin-hō, "aspiração") ou a combinação de ambas.8

A prática médica japonesa migrou substancialmente para a técnica de aspiração. Em relação a 2012 (curetagem 33%, aspiração 20%, combinada 47%), a curetagem recuou 19 pontos percentuais e a aspiração mais do que triplicou até 2023, quando a aspiração isolada atingiu 62,5% dos procedimentos (em maio de 2024).8 A taxa de complicações severas foi de 0,317% em 2023, contra 0,355% em 2012 (em maio de 2024).8

O momento gestacional é um divisor relevante: a incidência de complicações graves foi de 0,250% até 9 semanas e 0 dias, saltando para 0,561% a partir de 9 semanas e 1 dia (em maio de 2024).8

Orientações de atendimento mostram a rotina hospitalar: a misao-ladies.jp emprega a aspiração manual a vácuo (手動真空吸引法, shudō shinkū kyūin-hō, MVA) sob sedação venosa sem necessidade de pernoite (consultado em outubro de 2026).11 A Hakusan Ladies Clinic preconiza jejum a partir da meia-noite em razão da anestesia geral e realiza preparação cervical prévia antes da intervenção cirúrgica (em 24 de julho de 2026).10

Aborto de médio termo (de 12 semanas a antes de 22 semanas)​

O 中期中絶 (chūki chūzetsu, "aborto de médio termo") compreende o intervalo entre 12 semanas e menos de 22 semanas. Segundo o Centro Nacional de Saúde e Desenvolvimento Infantil, o aborto nesse estágio consuma-se por parto vaginal induzido, impondo maior sobrecarga física e psicológica à gestante.18

O fármaco empregado é o supositório vaginal de gemeprost (プレグランディン腟坐剤, Puregurandin chitsu zazai), indicado para a indução do parto em abortos terapêuticos de médio termo (em dezembro de 2019).19 Seu uso é restrito a médicos credenciados em ambiente hospitalar equipado para intercorrências cirúrgicas, trazendo riscos de ruptura uterina ou lacerações cervicais.19

A partir de 12 semanas, o procedimento equivale a um parto induzido

Com 12 semanas ou mais, a intervenção médica é um parto induzido com internação hospitalar obrigatória de vários dias, exige a lavratura da certidão de natimorto na prefeitura e envolve valores consideravelmente mais elevados.1115

A internação hospitalar é medida em diárias completas. A clínica misao-ladies.jp esclarece que a estada começa "a partir de 1 noite e 2 dias" devido à natureza do parto induzido, oferecendo anestesia peridural como alternativa para alívio da dor (consultado em outubro de 2026).11 O Centro Nacional de Saúde e Desenvolvimento Infantil disponibiliza a analgesia peridural (無痛分娩, mutsū bunben) mediante solicitação para esses casos, observando que inexiste um método anestésico universalmente fixado.18

O procedimento passo a passo​

O fluxograma abaixo detalha o percurso usual, do teste positivo ao retorno médico, contemplando a exigência administrativa acrescida a partir da 12ª semana:1101215

Confirmação da gravidez e idade gestacional​

O primeiro passo é comparecer a uma clínica ginecológica e obstétrica (産婦人科, sanfujinka), onde o médico atesta a gravidez e calcula com precisão a idade gestacional. Para o Mefeego, o ultrassom transvaginal verifica o número exato de dias e assegura que a fixação é intrauterina (em agosto de 2026).12

A notificação de gravidez (妊娠届, ninshin todoke) na subprefeitura não é pré-requisito para o aborto. A Agência de Crianças e Famílias esclarece a situação das pessoas que "sofreram aborto espontâneo ou induzido sem terem protocolado a notificação de gravidez" (em abril de 2025).20 O registro regular de acompanhamento pré-natal é tratado em Confirmando a gravidez e registrando na subprefeitura.

A confirmação clínica dos batimentos cardíacos fetais pelo médico é um divisor importante: ela concede elegibilidade ao benefício financeiro de apoio à gestante (Ninpu no tame no shien kyūfu) descrito no tópico de custos (em abril de 2025).20

Localizando uma clínica e agendando​

Apenas estabelecimentos que contem com um médico credenciado podem conduzir a intervenção.1 Pergunte diretamente ao local se o profissional possui a credencial de Botai Hogo-hō Shitei-i.

Nem todo hospital disponibiliza todos os métodos. A Hakusan Ladies Clinic não trabalha com o Mefeego, encaminhando pacientes sob demanda, enquanto a misao-ladies.jp afirma estar "analisando cautelosamente" a adesão ao medicamento (em 24 de julho de 2026 e em outubro de 2026, respectivamente).1011

Dois recursos auxiliam com suporte de idiomas:

  • 医療情報ネット (Navii), o buscador oficial de estabelecimentos de saúde do MHLW, conta com versões em inglês, chinês simplificado e tradicional e coreano, permitindo filtrar por suporte a línguas estrangeiras (em outubro de 2026).21
  • O Centro de Informações Médicas Internacionais AMDA mantém linha multilíngue pelo telefone 0120-339-266 (ou 03-6233-9266), nos dias úteis das 10h às 16h, prestando atendimento em português, inglês, espanhol, chinês, coreano, tailandês, filipino, vietnamita, indonésio e japonês (em outubro de 2026).22

Para mais diretrizes de atendimento em línguas estrangeiras, veja Encontrando atendimento médico em inglês no Japão.

Consultas preparatórias e documentação​

A rotina das clínicas engloba: consulta inicial, exames laboratoriais de sangue pré-operatórios, preparo cervical e, por fim, a realização do procedimento (em 24 de julho de 2026).10 O termo de consentimento devidamente assinado deve ser entregue antes do ato médico.10

A rotina de exames difere conforme a técnica. No levantamento de 2023 para abortos até 12 semanas, o hemograma completo era exigido em 78,8% dos procedimentos cirúrgicos e a tipagem sanguínea em 80,4%, contra apenas 11,2% e 11,5% nos casos conduzidos pelo Mefeego (em maio de 2024).8

O cartão do seguro de saúde não reduz a conta: como o aborto por causas socioeconômicas é excluído do seguro público, a cobrança é feita na modalidade de desembolso direto integral (jiyū shinryō).37

O dia do procedimento e acompanhamento posterior​

Para intervenções cirúrgicas, as instruções da Hakusan Ladies Clinic exemplificam a rotina hospitalar (em 24 de julho de 2026):10

  • Jejum estrito a partir da meia-noite (apenas água ou chá) por conta da anestesia intravenosa.
  • Levar o termo de consentimento assinado, camisola/roupa com blusa de manga curta, calcinhas pós-parto ou higiênicas, absorventes noturnos grandes e toalha de banho.
  • Providenciar acompanhante para a volta ao lar ou retornar de táxi.
  • Retorno no dia seguinte para reavaliação médica, já embutido no custo do pacote.

Para o Mefeego, a rotina envolve duas consultas presenciais com intervalo de 36 a 48 horas, repouso monitorado no leito ou em domicílio (quando atendidos os critérios de proximidade), e revisão médica cerca de uma semana após o fármaco (em agosto de 2026).12

O suporte psicológico subsequente varia entre os serviços. Em escala nacional, mais de 70% das instituições prestavam orientações contraceptivas a todas as pacientes, cerca de 50% davam orientações de prevenção à recidiva, cerca de 10% ofereciam apoio especializado ao luto gestacional e menos de 10% encaminhavam para serviços de aconselhamento externos (em maio de 2024).8 Caso sinta necessidade de apoio emocional, solicite indicação à clínica ou contate as centrais especializadas listadas abaixo.

Formalidades adicionais após o aborto de médio termo​

A certidão de natimorto (死産届, shizan todoke) é legalmente obrigatória para perdas gestacionais ou abortos a partir de "12 semanas completas de gravidez (85 dias ou mais)", segundo as diretrizes municipais (em 1º de abril de 2026).15 O benefício pecuniário de auxílio-natalidade utiliza o mesmíssimo marco temporal de "85 dias (4 meses) ou mais".23

As interrupções cirúrgicas ou induzidas enquadram-se expressamente nessa disciplina legal. Para as estatísticas vitais do Estado, natimorto (shizan) é o parto de concepto sem vida a partir de 12 semanas, qualificando-se como 人工死産 (jinkō shizan, "natimorto artificial/induzido") o evento decorrente de intervenção humana (como ocitócicos e prostaglandinas) em que o feto se encontrava vivo antes da conduta médica.24

Instruções municipais fixam os seguintes prazos formais (em 1º de abril de 2026):15

ItemRegra
Prazo de entregaEm até 7 dias
Onde protocolarNa subprefeitura/prefeitura do domicílio do declarante ou do local onde se deu o parto

Como formulários e trâmites de sepultamento/cremação variam entre as cidades, confira as regras do balcão municipal onde for realizar a entrega.

Custos e cobertura de seguro​

Quatro termos são recorrentes ao calcular as despesas:

TermoLeituraSignificado
妊婦のための支援給付ninpu no tame no shien kyūfuBenefício municipal de apoio financeiro à gestante20
出産育児一時金shussan ikuji ichijikinAuxílio-natalidade de pagamento único, pago pelo seguro de saúde23
直接支払制度chokusetsu shiharai seidoSistema de pagamento direto do auxílio do seguro à clínica23
産科医療補償制度sanka iryō hoshō seidoSistema de compensação obstétrica contra paralisia cerebral grave no parto25

Por que o seguro público de saúde não cobre o aborto comum​

O seguro social de saúde japonês não dá cobertura a "partos e gestações normais" nem a "abortos induzidos por motivos econômicos", partindo do entendimento legal de que a gravidez fisiológica não configura doença patológica.3 O Seguro Nacional de Saúde municipal contempla a mesma exclusão formal sob a rubrica de "interrupção da gravidez por motivos econômicos" (em 21 de maio de 2026).7

Existem exceções restritas: o seguro público pode ser acionado quando a interrupção da gravidez for clinicamente mandatória para salvar a vida da gestante perante perigo agudo iminente, bem como em complicações mórbidas gestacionais, a exemplo de síndromes hipertensivas graves.3 Outras situações excluídas são explicadas em O que o seguro de saúde não cobre no Japão.

Custos particulares típicos por modalidade​

Não há tabela oficial de preços tabelados por se tratar de medicina privada com precificação livre. Os valores abaixo refletem dados publicados por instituições médicas individuais em suas respectivas páginas em datas específicas, servindo como amostragem de mercado e não como médias oficiais consolidadas. A clínica misao-ladies.jp não exibe data na página (valores consultados em outubro de 2026):101126

Estabelecimento (região)Modalidade ou período gestacionalValor (com imposto)O que cobreData base
Hakusan Ladies Clinic (Bunkyō, Tóquio)Cirurgia antes de 9 semanas¥143.000Procedimento, anestesia, medicamentos, enfermagem, sala de repouso, revisão24/07/202610
Hakusan Ladies ClinicCirurgia com 9 semanas ou mais¥176.000Mesma cobertura acima24/07/202610
Hakusan Ladies ClinicConsulta inicial / exames de sangue / preparo do colo¥8.000 / ¥8.800 / ¥9.380Cobrados à parte do procedimento cirúrgico24/07/202610
misao-ladies.jp (Gifu)Aborto inicial, pacote total¥110.000Consulta inicial, exames pré-operatórios, cirurgia, retorno pós-operatórioConsultado 10/202611
misao-ladies.jpMédio termo, 12–13 / 14–15 / 16–17 / 18–19 / 20–21 semanas¥620.300 / ¥630.300 / ¥640.300 / ¥650.300 / ¥660.300Valor bruto antes de subsídios; peridural +¥55.000; diária extra ¥12.000Consultado 10/202611
Kasugai Maternity Clinic (Aichi)Mefeego Pack¥110.000Custo do procedimento medicamentoso com Mefeego12/202426

Esses dados ilustram os fatores que encarecem a fatura: avanço da idade gestacional, adicionais de fim de semana (como a taxa de sábado de ¥10.000 na misao-ladies.jp), emissão de atestados (¥5.500) e anestesia peridural para casos de médio termo.1011 Exija da instituição o orçamento discriminado de todos os itens antes de internar.

O benefício municipal de apoio à gestante como abatimento financeiro​

Desde 1º de abril de 2025, os municípios operam nacionalmente o benefício estatal de apoio à gestante (Ninpu no tame no shien kyūfu). A primeira parcela é de ¥50.000 por gestante após o médico constatar os batimentos cardíacos fetais, e a segunda parcela é de ¥50.000 por feto gerado (em abril de 2025).2027

O aborto induzido é elegível ao benefício. A Agência de Crianças e Famílias orienta que, "tendo o benefício foco no fato da gestação, abortos espontâneos, natimortos e abortos induzidos também estão plenamente contemplados"; a simples visualização do saco gestacional sem batimentos não confere direito, assim como a gravidez ectópica (em abril de 2025).20

O pedido segue dois caminhos conforme o momento (em abril de 2025):20

  • Antes do procedimento: dispensa apresentação de atestado médico avulso.
  • Após o procedimento, sem notificação de gravidez anterior: exige atestado médico (shindansho) confirmando que houve detecção prévia de batimentos cardíacos fetais, cobrando as clínicas valor particular pela emissão do documento.
  • Prazo para requerer: 2 anos.
  • Onde protocolar: na prefeitura ou subprefeitura onde você tem registro de residência (jūminhyō).

Um exemplo prático: a clínica misao-ladies.jp detalha que seu pacote de aborto inicial de ¥110.000 pode ser abatido em até ¥100.000 com esse auxílio público, reduzindo drasticamente o desembolso líquido (consultado em outubro de 2026).11

O auxílio-natalidade (shussan ikuji ichijikin) para procedimentos a partir de 12 semanas​

Para o 出産育児一時金 (shussan ikuji ichijikin), o conceito de "parto" abrange legalmente nascidos vivos, natimortos, abortos espontâneos e abortos induzidos ocorridos a partir de 85 dias (4 meses completos) de gestação.23 O auxílio beneficia pessoas inscritas no sistema público japonês, quer no Seguro Nacional de Saúde (Kokumin Kenko Hoken) ou no seguro corporativo de empregados (Shakai Hoken).2325

O valor do subsídio por concepto varia conforme a idade gestacional e o enquadramento no Sistema de Compensação Obstétrica (em 1º de abril de 2026):25

Idade gestacional no partoCoberto pelo Sistema de Compensação ObstétricaValor do benefícioData base
22 semanas ou maisSim¥500.00001/04/202625
22 semanas ou maisNão¥488.00001/04/202625
De 12 a menos de 22 semanasNão aplicável¥488.00001/04/202625

Como qualquer aborto induzido dentro da lei deve ocorrer antes de completadas 22 semanas, o valor pago é invariavelmente de ¥488.000, e não de ¥500.000 (em 1º de abril de 2026).2325 Pelo 直接支払制度 (chokusetsu shiharai seido, "sistema de pagamento direto"), a operadora do seguro repassa o montante diretamente ao hospital, pagando a paciente no caixa apenas a diferença que ultrapassar essa quantia (em 1º de abril de 2026).2325

Combinados, os dois auxílios públicos cobrem a maior parte das despesas de médio termo: a misao-ladies.jp indica que o custo final líquido fica entre ¥32.300 e ¥72.300 após o abatimento do auxílio-natalidade de ¥488.000 e dos ¥100.000 do benefício municipal (consultado em outubro de 2026).11 Para o passo a passo da solicitação, consulte Auxílio-natalidade de pagamento único (Shussan Ikuji Ichijikin).

Confidencialidade e sigilo médico​

Profissionais envolvidos na realização de esterilizações ou abortos induzidos estão proibidos de violar o sigilo sobre informações íntimas de que tenham tomado conhecimento no exercício da função, dever que persiste mesmo após deixarem o cargo.1 O Artigo 33 da Lei de Saúde Materna tipifica a quebra injustificada de segredo como infração punível criminalmente.1

Ainda assim, alguns registros documentais oficiais são gerados a depender do estágio gestacional e dos benefícios pleiteados:13231520

Documento ou trâmiteQuando é emitidoQuem tem acessoVigência
Relatório mensal médico com causas estatísticas1Em todo aborto legalGovernador da provínciaPermanente
Cobrança ao plano de saúde3Não ocorre no aborto inicial comum (pagamento particular)Nenhum plano envolvidoPermanente
Requerimento de auxílio-natalidade23Interrupção com 12 semanas (85 dias) ou mais, se seguradaSua operadora de seguro de saúdePermanente
死産届 (certidão de natimorto)Interrupção com 12 semanas (85 dias) ou maisSubprefeitura / prefeitura local01/04/202615
Solicitação do benefício de apoio à gestanteCaso decida requerer o valor financeiro públicoPrefeitura local (pode contatar a clínica mediante sua autorização se houver dúvidas)04/202520

Canais de apoio e aconselhamento​

Os serviços de acolhimento são estruturados regionalmente, variando horários e canais entre províncias e capitais. Três expressões identificam as principais portas de entrada:

ExpressãoLeituraFinalidade
にんしんSOSninshin SOSLinhas de apoio para gestações não planejadas mantidas por províncias ou municípios28
ワンストップ支援センターwan sutoppu shien sentāCentros integrados de apoio a vítimas de crimes sexuais e violência sexual29
配偶者暴力相談支援センターhaigūsha bōryoku sōdan shien sentāCentros de orientação e suporte contra violência doméstica/conjugal30

A tabela reúne contatos de abrangência nacional e um exemplo local representativo (em outubro de 2026):282930313222

ServiçoPúblico-alvoContatoHorários e detalhesBase
にんしんSOSヨコハマ (exemplo de Ninshin SOS local)Gravidez não planejadaTelefone 045-662-5524; LINETelefone diariamente das 10h às 22h; LINE das 10h às 21h30; aceita contato anônimo; parceiros masculinos também podem ligar09/06/202628
#8891Violência sexualDisque #8891 (ligação gratuita)Encaminha para o centro integrado mais próximo; a maioria atende em horário comercial, com algumas províncias operando 24 horas10/202629
#8008 (DV Sōdan Navi)Violência domésticaDisque #8008 (tarifa telefônica normal)Direciona para o centro de apoio contra violência doméstica da província dentro de seu expediente10/202630
DV Sōdan+ (DV Sōdan Plus)Violência doméstica0120-279-889Linha 24 horas por dia; chat online das 12h às 22h com suporte em 10 idiomas10/202631
TELL LifelineApoio psicológico e prevenção em inglês0800-300-8355 (ligação gratuita)Gratuito; chat online diário a partir das 16h10/202632
AMDA Centro de Informações MédicasOrientação médica multilíngue0120-339-266Dias úteis das 10h às 16h; atendimento em português10/202622

Para localizar o serviço Ninshin SOS do seu município, o portal あなたのみかた (Anata no Mikata), apoiado pelo MHLW, cataloga postos de atendimento por localidade, incluindo centros municipais de saúde reprodutiva (em outubro de 2026).33

Os setores de assistência social da prefeitura também podem servir de ponte. A Agência de Crianças e Famílias orienta os municípios a aproveitar a entrevista do benefício financeiro para oferecer suporte e encaminhamento psicológico a mulheres que passaram por interrupções da gravidez (em abril de 2025).20 Para um rol mais abrangente de contatos de urgência, consulte Recursos de crise e apoio emergencial no Japão.

Bom saber​

O tempo é o fator mais crítico em todo o processo​

Todos os marcos da legislação e da medicina obstétrica dependem da idade gestacional. O limite para o Mefeego expira impreterivelmente aos 63 dias (9 semanas e 0 dias), contados no dia da primeira dose tomada (em agosto de 2026).12 Conforme levantamento nacional, o índice de complicações cirúrgicas graves mais que dobra a partir de 9 semanas e 1 dia, saltando de 0,250% para 0,561% (em maio de 2024).8

A partir de 12 semanas (85 dias), o procedimento passa a ser um parto induzido com internação hospitalar e emissão de atestado de natimorto, com faturas hospitalares que partem de ¥620.300 (consultado em outubro de 2026); pacientes seguradas podem abater ¥488.000 através do auxílio-natalidade (em 1º de abril de 2026).112515 O teto de 22 semanas completas é o limite intransponível da legislação (em outubro de 2026).2

A Agência de Crianças e Famílias enfatiza que, mesmo que a paciente cogite adiar a cirurgia para tentar coincidir com a liberação de subsídios públicos, o momento do ato cirúrgico deve priorizar estritamente a segurança e a saúde da mulher perante a opinião médica (em abril de 2025).20

As regras práticas da clínica podem ser mais duras do que o texto da lei​

Muitas clínicas exigiam a anuência do agressor em gravidezes resultantes de crimes sexuais até que o MHLW pacificou a dispensa em 28 de agosto de 2020.614 A instrução de 10 de março de 2021 estendeu o consentimento exclusivo da mulher a situações de violência doméstica ou casamentos em processo de ruptura.6

Essas circulares do MHLW constituem a base jurídica de defesa caso um hospital faça exigências contrárias à regulamentação. Menores de idade enfrentam discrepâncias similares: a lei não impõe a autorização dos pais, mas a postura varia entre os hospitais (em 24 de julho de 2026).10 Se você encontrar barreiras infundadas em um serviço de saúde, busque atendimento em outro médico designado credenciado.

A importação pessoal de medicamentos abortivos por via postal é categoricamente restringida por portaria do ministério; o desembaraço aduaneiro só é autorizado caso a Delegacia Regional de Saúde (chihō kōseikyoku) certifique que há prescrição emitida por médico habilitado (em 13 de fevereiro de 2025).34 Produtos indianos de aborto oral foram formalmente incluídos na lista de controle aduaneiro em 2025.34

A via para médicos particulares também está fechada. Após a homologação do Mefeego, o MHLW comunicou que formulações de mifepristona não atendem mais aos critérios de emissão do Certificado de Confirmação de Importação (yunyū kakunin-shō) para uso pessoal médico, tendo em vista a disponibilidade de produto nacional sob rígido controle de rastreabilidade (em 15 de maio de 2023).35 Para entender o sistema de licenças de remédios em geral, consulte O certificado de importação Yakkan Shomei.

O risco biológico é grave. O governo da província de Shizuoka adverte contra hemorragias vaginais severas e choques bacterianos, classificando o uso desses compostos sem assistência médica direta como "extremamente perigoso".34

A contracepção de emergência atua nas primeiras 72 horas​

Caso tenha havido relação sexual desprotegida nas últimas 72 horas, a contracepção de emergência é uma medida prévia eficaz. Desde 2 de fevereiro de 2026, a pílula do dia seguinte ノルレボ (Norurebo, Norlevo), enquadrada como medicamento sujeito a orientação farmacêutica (要指導医薬品, yō-shidō iyakuhin), pode ser adquirida diretamente em farmácias e drogarias credenciadas, após entrevista reservada com o farmacêutico e ingestão imediata no balcão (em outubro de 2026).36

O MHLW divulga a listagem de farmácias habilitadas, recomendando telefonar com antecedência.36 Mais dados sobre opções profiláticas constam em Contracepção e pílula de emergência no Japão.

Interrupção de gestação desejada por razões médicas​

O Artigo 14(1), item 1, tutela razões de ordem física materna além de fatores econômicos, submetendo-se ao mesmo patamar de 22 semanas (em outubro de 2026).12 O seguro de saúde pode participar da cobertura financeira quando o ato for indispensável para afastar perigo vital materno.3

O médico assistente é a referência primária para tomada de decisões clínicas. Como cerca de 10% dos hospitais oferecem acolhimento ao luto gestacional (grief care) e menos de 10% fazem encaminhamentos regulares a terapeutas, questione a equipe médica sobre suporte psicológico complementar caso sinta necessidade (em maio de 2024).8

Veja também​

References​

Footnotes​

  1. Japanese Law Translation (Ministry of Justice). "Maternal Health Act (Act No. 156 of 1948)," text as amended by Act No. 84 of 2013, Japanese/English parallel view. https://www.japaneselawtranslation.go.jp/en/laws/view/2603/je ↩ ↩2 ↩3 ↩4 ↩5 ↩6 ↩7 ↩8 ↩9 ↩10 ↩11 ↩12 ↩13 ↩14 ↩15 ↩16 ↩17 ↩18 ↩19 ↩20 ↩21 ↩22 ↩23 ↩24 ↩25 ↩26 ↩27 ↩28

  2. 厚生事務次官. 「母体保護法の施行について」(平成8年9月25日 厚生省発児第122号, 一部改正 令和2年10月20日), 別添3 改正後全文. Hosted by 堺市. https://www.city.sakai.lg.jp/kenko/iryokusuri/iryo/kunikara/kunikarar02/r0210.files/botaihogoho_kaisei-bt3.pdf ↩ ↩2 ↩3 ↩4 ↩5 ↩6 ↩7 ↩8 ↩9 ↩10 ↩11 ↩12 ↩13 ↩14 ↩15 ↩16 ↩17 ↩18

  3. 全国健康保険協会(協会けんぽ). 「療養の給付」 (no page date shown; retrieved 2026-10). https://www.kyoukaikenpo.or.jp/g3/sb3010 ↩ ↩2 ↩3 ↩4 ↩5 ↩6 ↩7 ↩8

  4. Japanese Law Translation (Ministry of Justice). "Penal Code (Act No. 45 of 1907)," Chapter XXIX, Japanese/English parallel view (translation reflects amendments through Act No. 72 of 2017). https://www.japaneselawtranslation.go.jp/en/laws/view/3581/je ↩ ↩2

  5. Waseda University Institute of Comparative Law. [Report on a lecture on abortion law in Japan by Yu Shundo, held 2022-12-20], posted 2023-02-02. https://www.waseda.jp/folaw/icl/news-en/2023/02/02/8331/ ↩ ↩2 ↩3 ↩4

  6. こども家庭庁. 資料7「母体保護法(昭和23年法律第156号)」「母体保護法第14条第1項第2号に係る解釈」. 内閣府男女共同参画局 専門調査会 資料. https://www.gender.go.jp/kaigi/senmon/keikaku_kanshi/siryo/pdf/ka48-7.pdf ↩ ↩2 ↩3 ↩4 ↩5 ↩6

  7. 港区. 「国民健康保険が適用されないものについて知りたい。」(よくある質問), updated 2026-05-21. https://www.city.minato.tokyo.jp/kyufu/kuse/kocho/faq/hoken/094.html ↩ ↩2 ↩3

  8. 中井章人 (研究代表者, 日本産婦人科医会副会長) ほか. 「経口妊娠中絶薬における人工妊娠中絶の実態調査及び適切な情報提供等に関する研究」令和5年度 総括・分担研究報告書 (こども家庭行政推進調査事業費補助金), 2024年5月. Posted by 厚生労働省 as council material. https://www.mhlw.go.jp/content/11121000/001308189.pdf ↩ ↩2 ↩3 ↩4 ↩5 ↩6 ↩7 ↩8 ↩9 ↩10 ↩11

  9. 厚生労働省医薬局医薬品審査管理課長・こども家庭庁成育局母子保健課長. 「ミフェプリストン及びミソプロストール製剤の使用に当たっての講習資料及び流通等管理システムの活用について(依頼)」(医薬薬審発0831第1号・こ成母第817号, 令和8年8月31日). Hosted by japal.org. https://www.japal.org/wp-content/uploads/2026/08/20260831_sk0831-1.pdf ↩ ↩2 ↩3 ↩4

  10. 白山レディースクリニック (文京区). 「人工妊娠中絶(手術・吸引法)費用・流れ」, published 2024-09-25, last updated 2026-07-24. https://www.hakusanladies.com/abortion/ ↩ ↩2 ↩3 ↩4 ↩5 ↩6 ↩7 ↩8 ↩9 ↩10 ↩11 ↩12 ↩13 ↩14 ↩15 ↩16 ↩17

  11. misao-ladies.jp (OB-GYN clinic, Gifu). 「中絶費用はいくら?初期・中期の目安、追加費用、手術の流れ」 (no page date shown; retrieved 2026-10). https://www.misao-ladies.jp/abortion/ ↩ ↩2 ↩3 ↩4 ↩5 ↩6 ↩7 ↩8 ↩9 ↩10 ↩11 ↩12 ↩13

  12. 医薬品医療機器総合機構 (PMDA). 「患者向医薬品ガイド メフィーゴパック」, 2026年8月更新. https://www.info.pmda.go.jp/downfiles/guide/ph/841049_249910AX1028_1_01G.pdf ↩ ↩2 ↩3 ↩4 ↩5 ↩6 ↩7 ↩8 ↩9 ↩10 ↩11 ↩12 ↩13 ↩14 ↩15 ↩16 ↩17 ↩18

  13. 公益社団法人日本医師会常任理事. 「母体保護法に係る疑義について(照会)」(日医受第1700号, 令和2年8月24日), 別添1. Hosted by 堺市. https://www.city.sakai.lg.jp/kenko/iryokusuri/iryo/kunikara/kunikarar02/r0210.files/botaihogoho_kaisei-bt1.pdf ↩

  14. 弁護士ドットコムニュース (出口綾). [Article on the MHLW notice revision stating the perpetrator's consent is not required for abortion after sexual violence], 2020-10-23. https://www.bengo4.com/c_7/n_11890/ ↩ ↩2 ↩3

  15. 杉並区. 「流産・死産などでお子さんを亡くされた方へ」, updated 2026-04-01. https://www.city.suginami.tokyo.jp/s054/18968.html ↩ ↩2 ↩3 ↩4 ↩5 ↩6 ↩7 ↩8

  16. 厚生労働省. 「いわゆる経口中絶薬『メフィーゴパック』の適正使用等について」 (no page date shown; retrieved 2026-10). https://www.mhlw.go.jp/stf/seisakunitsuite/bunya/kenkou_iryou/iyakuhin/topics/46201221.html ↩ ↩2 ↩3

  17. 弁護士JP (ben54.jp). 「飲む中絶薬『メフィーゴパック』使用条件は緩和されず…“異例の差し戻し”の背景にある『社会的安全』へのリスク」, 2025-04-28. https://www.ben54.jp/news/2190 ↩ ↩2

  18. 国立成育医療研究センター. 研究情報公開文書「当院における中期中絶・子宮内胎児死亡症例の無痛分娩に関する後方視的研究」, 2022. https://www.ncchd.go.jp/center/information/epidemiology/pdf/hp2021-281.pdf ↩ ↩2

  19. PMDA. 「プレグランディン腟坐剤1mg」(ゲメプロスト) 医療用医薬品 詳細表示, label revised 2019-12. https://www.pmda.go.jp/PmdaSearch/iyakuDetail/180188_2499700H1036_1_05 ↩ ↩2

  20. こども家庭庁. 「産科医療機関向けQ&A」(妊婦のための支援給付・妊婦等包括相談支援事業), posted 2025-04-18. https://www.cfa.go.jp/assets/contents/node/basic_page/field_ref_resources/be80930d-51d1-4084-aa3e-b80930646538/27fa88e3/20250418_policies_shussan-kosodate_56.pdf ↩ ↩2 ↩3 ↩4 ↩5 ↩6 ↩7 ↩8 ↩9 ↩10

  21. 厚生労働省. 医療情報ネット(ナビイ)[facility search page] (retrieved 2026-10). https://www.iryou.teikyouseido.mhlw.go.jp/znk-web/juminkanja/S2342/initialize ↩

  22. AMDA国際医療情報センター. [Top page] (retrieved 2026-10). https://www.amdamedicalcenter.com/ ↩ ↩2 ↩3

  23. 全国健康保険協会(協会けんぽ). [出産育児一時金 page] (amounts effective from 2023-04-01; retrieved 2026-10). https://www.kyoukaikenpo.or.jp/benefit/childbirth/002/index.html ↩ ↩2 ↩3 ↩4 ↩5 ↩6 ↩7 ↩8 ↩9

  24. 山梨県. 「山梨県人口動態統計・衛生統計に関する解説」, updated 2026-04-13. https://www.pref.yamanashi.jp/imuka/39290237697.html ↩

  25. 堺市. [国民健康保険 出産育児一時金 page], updated 2026-04-01. https://www.city.sakai.lg.jp/kurashi/honen/kokuho/kyufu/syussan.html ↩ ↩2 ↩3 ↩4 ↩5 ↩6 ↩7 ↩8 ↩9

  26. かすがいマタニティクリニック (Kasugai, Aichi; kasugai-mc.net news page). 「経口薬(メフィーゴパック)内服による人工妊娠中絶について」, posted 2024-07-26, updated 2024-12-09. https://kasugai-mc.net/news/%E7%B5%8C%E5%8F%A3%E8%96%AC%EF%BC%88%E3%83%A1%E3%83%95%E3%82%A3%E3%83%BC%E3%82%B4%E3%83%91%E3%83%83%E3%82%AF%EF%BC%89%E5%86%85%E6%9C%8D%E3%81%AB%E3%82%88%E3%82%8B%E4%BA%BA%E5%B7%A5%E5%A6%8A%E5%A8%A0/ ↩ ↩2

  27. 世田谷区. [妊婦のための支援給付 page] (no page date shown; retrieved 2026-10). https://www.city.setagaya.lg.jp/02244/20413.html ↩

  28. 横浜市. [にんしんSOSヨコハマ page], updated 2026-06-09. https://www.city.yokohama.lg.jp/kosodate-kyoiku/oyakokenko/ninshin/ninshinsos.html ↩ ↩2 ↩3

  29. 内閣府男女共同参画局. [性犯罪・性暴力被害者のためのワンストップ支援センター consultation page] (no page date shown; retrieved 2026-10). https://www.gender.go.jp/policy/no_violence/seibouryoku/consult.html ↩ ↩2 ↩3

  30. 内閣府男女共同参画局. 「DV相談について」 (retrieved 2026-10). https://www.gender.go.jp/policy/no_violence/dv_navi/index.html ↩ ↩2 ↩3

  31. DV相談+(プラス). [Top page], operated by 一般社団法人社会的包摂サポートセンター (retrieved 2026-10). https://soudanplus.jp/ ↩ ↩2

  32. TELL. "TELL Lifeline" (retrieved 2026-10). https://telljp.com/lifeline/ ↩ ↩2

  33. あなたのみかた (operated by 朝日新聞社 with 厚生労働省 support). [Consultation windows directory] (retrieved 2026-10). https://anata-no-mikata.mhlw.go.jp/window ↩

  34. 静岡県. [Health warning page on a personally imported oral abortion drug] (ページID1025330), updated 2025-02-13. https://www.pref.shizuoka.jp/kenkofukushi/eiseiyakuji/yakuji/chuuikanki/1025330.html ↩ ↩2 ↩3

  35. 厚生労働省医薬・生活衛生局監視指導・麻薬対策課長. 「医師等のミフェプリストン製剤の個人輸入に係る輸入確認証の発給について」(薬生監麻発0515第3号, 令和5年5月15日). Hosted by 近畿厚生局. https://kouseikyoku.mhlw.go.jp/kinki/yakuji/000274707.pdf ↩

  36. 愛知県. [Emergency contraceptive (緊急避妊薬) information page] (retrieved 2026-10). https://www.pref.aichi.jp/soshiki/iyaku/kinkyuhininyaku.html ↩ ↩2