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Esta tradução é fornecida como referência para sua conveniência. A versão em inglês é a versão oficial. Leia o original em inglês →

118 no Japão: emergências da Guarda Costeira

O 118 é o número telefônico de emergência da Guarda Costeira do Japão, a linha dedicada a incidentes e acidentes em águas marítimas quando nem o despacho da polícia nem o dos bombeiros constituem a autoridade competente.12 Funciona como o número nacional padronizado de três dígitos da Guarda Costeira desde o ano 2000.3

Confirme detalhes atuais nos canais oficiais

Procedimentos, taxas e exigências podem mudar. Confirme as informações vigentes no portal da Guarda Costeira do Japão (海上保安庁, Kaijō Hoanchō) e nas páginas dos comandos marítimos regionais.

Visão geral​

Disque 118 para emergências em ambiente marítimo: embarcações em situação de socorro ou naufrágio, salvamento aquático de banhistas ou esportistas, atividades náuticas suspeitas e desastres ambientais na água.3 A ligação conecta você diretamente à Guarda Costeira do Japão, a agência nacional encarregada da vigilância e segurança das costas e rotas marítimas japonesas 24 horas por dia.1

A maior parte dos residentes jamais precisará discar para o 118, o que é natural: a linha atende prioritariamente populações costeiras, velejadores, pescadores amadores ou profissionais, surfistas e frequentadores de praias.3 Saber da existência desse número é a preparação essencial para os demais. Para emergências em terra firme, o 110 atende ocorrências policiais e o 119 cobre combate a incêndios e socorro médico.24

Quando ligar para o 118​

O meio aquático determina a autoridade encarregada do resgate. Delitos e colisões em terra competem ao 110; acidentes em alto-mar, portos ou praias competem ao 118.34

Embarcações em perigo e resgate marítimo​

Ligue 118 quando um barco perder a propulsão, fizer água no casco, encalhar em recifes ou desaparecer dos radares.3 O mesmo número atende pessoas em perigo iminente na água: nadadores arrastados por correntes de retorno (rip currents), surfistas feridos em arrebentações rochosas, praticantes de stand-up paddle à deriva e afogamentos em praias e estuários.3

O canal opera com demanda considerável: dos acidentes navais e ocorrências com feridos apurados pela Guarda Costeira em 2019, 1.919 chamados chegaram via discagem 118, sendo 1.310 deles originados de aparelhos celulares móveis.1 Portar um telefone celular carregado dentro de uma bolsa estanque à prova d'água é a recomendação básica para quem navega ou frequenta o litoral.

Atividades suspeitas e acidentes ambientais no mar​

Disque 118 para relatar embarcações não identificadas navegando sem luzes, indícios de contrabando ou tráfico, desembarques clandestinos na costa e obstáculos flutuantes à navegação.3 Manchas de óleo, vazamento de combustível marítimo e detritos flutuantes perigosos também devem ser comunicados a esse número.3 Caso a conduta criminosa já esteja ocorrendo em terra firme, a competência é do 110; se estiver na água, inicie pelo 118.34

O fluxo de atendimento da chamada 118​

Como não há um roteiro formalizado publicado em inglês para a linha 118, as orientações abaixo constituem boas práticas de comunicação marítima. No mar não existem ruas nem numeração predial, de modo que a determinação das coordenadas geográficas constitui a prioridade máxima do contato.

Localização em primeiro lugar, descrição do problema depois​

Inicie informando imediatamente onde você se encontra: nome da praia, enseada ou porto mais próximo, rumo e distância estimada em relação a um ponto de referência visível em terra e, sobretudo, as coordenadas de GPS exibidas no aplicativo do seu celular.1 Em seguida, informe o nome e as características do barco, número exato de tripulantes a bordo, a natureza da emergência e quais equipamentos salva-vidas estão em uso (coletes, sinalizadores). A central utiliza essas coordenadas para calcular o vetor de interceptação das lanchas de patrulha e aeronaves.1

Mantenha-se comunicável e visível​

Mantenha o telefone móvel ligado e atenda a chamadas de retorno da capitania.1 Adote medidas de visibilidade: acenda luzes de navegação ou lanternas à noite, agite roupas coloridas ou bandeiras durante o dia e use apitos em nevoeiros. Não se desloque da posição informada sem comunicar previamente o operador, pois os meios de resgate navegam em direção às últimas coordenadas registradas.1

Ligue ao primeiro sinal de perda de controle

As embarcações e helicópteros de patrulha demandam tempo de deslocamento a partir de suas bases portuárias ou aeródromos. Ligar cedo para o 118 com uma posição clara é incomparavelmente mais seguro do que esperar o barco ficar sem bateria à deriva no mar aberto.1

Quem responde ao chamado​

A Guarda Costeira despacha lanchas rápidas de patrulha, navios varredores e helicópteros conforme a gravidade da ocorrência.1 Os registros operacionais apontam milhares de surtidas de resgate por ano, operadas em conjunto com entidades voluntárias civis de salvamento e sistemas internacionais de socorro marítimo, como a rede AMVER em cooperação com a Guarda Costeira dos Estados Unidos.1

A Guarda Costeira do Japão (海上保安庁, Kaijō Hoanchō) também publica guias de segurança na água e materiais educativos em línguas estrangeiras através de seu Sistema de Informações e Comunicações Marítimas (MICS), recomendando-se sua leitura antes do início da temporada de esportes aquáticos.5

Registre seu plano de navegação antes de sair para o mar

Comunique a alguém em terra firme sua rota prevista, horário limite de retorno e descrição da embarcação. O relato em terra de um retorno atrasado com roteiro prévio aciona operações de busca com muito mais rapidez do que uma chamada 118 vinda de local desconhecido.

Informações úteis​

A maioria dos residentes não precisará do 118​

Residentes de cidades do interior necessitam apenas de ciência conceitual: saber que o número existe, qual o seu escopo e a prioridade das coordenadas no atendimento.3 Já frequentadores de áreas marítimas necessitam de cuidados práticos adicionais: capa impermeável para o smartphone, conhecimento dos topônimos litorâneos da região e a rotina preventiva de aviso a contatos em terra.

Em piers e marinas, o 119 cobre ocorrências em instalações terrestres​

Um incêndio em um hangar náutico ou um colapso clínico de saúde sobre o píer de atracação é atendido pelo 119.4 O 118 responde prioritariamente pelas ocorrências da lâmina d'água para fora; na dúvida sobre a divisa física, relate o ponto ao operador, que fará a integração das centrais.

O suporte multilíngue é mais restrito do que nas linhas 110 e 119​

A linha 118 não dispõe de centrais de interpretação simultânea tripartite estruturadas com a mesma abrangência dos bombeiros (119) ou da polícia metropolitana (110).3 Considere que o atendimento será conduzido predominantemente em japonês: navegue preferencialmente com alguém que se expresse no idioma, decore palavras-chave de socorro e mantenha salvas no aparelho as linhas telefônicas de apoio multilíngue.5

Veja também​

References​

Footnotes​

  1. Japan Coast Guard. "Saving lives" (official English page). https://www.kaiho.mlit.go.jp/e/mission/saving_lives.html ↩ ↩2 ↩3 ↩4 ↩5 ↩6 ↩7 ↩8 ↩9 ↩10

  2. The Japan Times. Disaster information directory (emergency contacts listing). https://disaster.japantimes.co.jp/ ↩ ↩2

  3. Japan Handbook. "Safety in Japan: Emergency Numbers and Expat Support Centers" (2025-11-18). https://japanhandbook.com/safety-in-japan-emergency-numbers-and-expat-support-centers ↩ ↩2 ↩3 ↩4 ↩5 ↩6 ↩7 ↩8 ↩9 ↩10 ↩11

  4. U.S. Embassy Tokyo. "Calling for Help" (updated 2024-04-12). https://jp.usembassy.gov/services/calling-for-help ↩ ↩2 ↩3 ↩4

  5. Japan Coast Guard. Maritime Information and Communication System (MICS) portal (updates page, fetched 2026-09). https://www6.kaiho.mlit.go.jp/index_en.html ↩ ↩2